Eventos


IFET - Instituto Federal de Barbacena




ÓCIO E CIDADES: da Cidadania à Inclusão Social

Tertúlia organizada pelo Programa Doutoral em Estudos Culturais das Universidades de Aveiro e Minho e pelo Núcleo de Estudos em Cultura e Ócio, em parceria com a Irenne- Associação de Investigação, Prevenção e Combate À Violência e Exclusão, formada por investigadores e alunos do PDEC. A Tertúlia decorreu em duas partes: a primeira parte contou com a intervenção de um conjunto de especialistas portugueses e brasileiros, que apresentaram e debateram diferentes perspectivas e abordagens sobre o ócio na contemporaneidade, em particular sobre ‘Ócio e Cidades: da Cidadania à Inclusão Social’. Do programa constaram ainda comunicações de doutorandos do Programa Doutoral em Estudos Culturais e de investigadores do Laboratório Otium de Estudos sobre Ócio, Trabalho e Tempo Livre da Universidade de Fortaleza no Brasil.



Comunicação:

Velhice e Cidadania: O “Tempo livre” e o Ócio enquanto fatores 
determinantes para a adaptação à reforma

Klaas Kleber
  
RESUMO:

            O aumento da esperança média de vida e as reformas antecipadas são fenômenos cada vez mais ocorrentes na contemporaneidade, e que vem proporcionando aos indivíduos o confronto com uma nova distribuição do tempo e o dissolver das ocupações estruturantes do seu passado profissional. Todo indivíduo aspira por um tempo de vida prolongado, totalmente livre e em boas condições de saúde, que lhe permita desfrutar a reforma como um tempo produtivo e satisfatório, como possibilidade de um tempo voltado para a realização pessoal e execução de projetos do seu interesse. Todavia, a conquista dessa “liberdade temporal”, com o advento da reforma, pode vir a acarretar um conjunto de problemas bastante específicos, além do vazio existencial, dado ao fato de muitos sujeitos não conseguirem preencher o seu “tempo livre” com práticas que lhe fossem satisfatórias. Afinal, como dar continuidade à vida sem a presença do trabalho? Como melhor ocupar o tempo e torná-lo satisfatório?  Nesta esfera, prestigiar o ócio como “constituinte da vida” e valorizá-lo no contexto social atribuído ao idoso torna-se um aspecto primordial e extremamente importante. 

Lançamento do livro: O QUE É CORDEL
Franklin Maxado Nordestino





Apresentação da obra
por Klaas Kleber
Casa Barbot - Gaia/Portugal

Este estudo é uma exposição genérica que trata da origem, evolução, conceito e filosofia da tradição da Literatura de Cordel, como também da sua importância enquanto “arte popular”, enquanto “memória coletiva“ e enquanto “instrumento dialoguista e comunicacional” entre o poeta cordelista e o seu povo.
Trata-se de um trabalho de caráter didático, de linguagem simplificada, de fácil leitura e de fácil compreensão, e que deve servir como uma “bússola” que irá nortear o leitor na sua viagem pela história da Literatura de Cordel, além de servir como um “primeiro olhar” para aqueles que desejarem fazer uma reflexão acerca desta tradição.
A obra de Franklin Maxado Nordestino, O que é literatura de cordel, deve servir também como estímulo criativo/criador e como “trampolin” para aqueles que desejarem imergir no “universo encantatórico” da Literatura de Cordel.



Lançamento Livro:

ENTRE O SONO E O SONHO
Antologia de Poesia Contemporânea - Chiado Editora
Poemas de Klaas Kleber
 Entre outros poetas portugueses





Lançamento Livro:

"Corporeidade e Fisicidade: O Treinamento do 
Clown como Instrumental Técnico e Artístico 
na Formação do Ator"
Autor: Klaas Kleber
Chiado Editora
Apoio: Casa do Brasil de Lisboa










PROGRAMA SOTAQUES
Entrevistadores: Arlequim Bernadini e Rui Marques
Porto - Portugal



Dia Mundial da Poesia
Declamação
Livraria Lello
Porto - Portugal





SEMANA DOS PALHAÇOS DE ÉVORA
PORTUGAL
Textos Jornalísticos: Klaas Kleber


Hora de levantar a “lona”, a segunda edição da Semana dos Palhaços de Évora chega ao fim. A cidade silencia, os aplausos cessaram, o circo da cultura levantou acampamento, mas promete voltar no próximo ano com uma programação ainda mais extensa.
Muitas crianças hão de comentar, rascunhar palavras, desenhar, pintar, colorir e sonhar com os primeiros palhaços que viu. Quem nunca desejou ser palhaço? Quem nunca sentiu o desejo de ser levado pelo circo? Quem não tem uma lírica memória infantil daquelas roupas coloridas, da maquiagem, do nariz vermelho, das lantejoulas, dos longos babados, dos pequenos e grandes chapéus, dos truques e magias, dos ponta pés, das cambalhotas, das piruetas, dos risos?
Os caricatos palhaços Irmãos Esferovite; Espaguete e Piparelli; Palhatiko; Guilas Merlin; Jorge Paxeco;  Oli e Mary; Eva Kurly; Madame Nez Rouge; Marimbondo; Enan; Calandria Milonguita; Apretacocreta; Ana Piu; Karmem Sampalo; Capela Cabaret; Alzira Sulipampa e o Mágico Roger; trouxeram para a Casa de São Bento e para as ruas e praças de Évora toda a magia de um picadeiro circense. Por dois finais de semana os habitantes de Évora se deleitaram com belíssimos espetáculos, que exerceram todo um fascínio,  pelo dinamismo, pelo virtuosismo e pela graciosidade dos seus artistas, que apresentaram  ao público um arsenal cômico de gags, mágica, pantomina, acrobacia, malabarismo, trapézio, dança e música, trazendo para a cena uma volubilidade de pequenas esquetes, com uma comicidade levada aos extremos.
Parodiando, zombando, brincando, jogando, relativisando, interagindo, todos os espetáculos levaram crianças e adultos a um estado de divertimento puro. O dinamismo performático dos palhaços propiciaram uma conexão estreita, intimista e afetuosa com o público, motivados pelo prazer de jogar, brincar, e se divertir junto dos atores.
Parabéns ao PIM Teatro, aos artistas, ao público, pelos dias memoráveis da Semana dos Palhaços. Aplaudo de pé!!!

SEMANA DOS PALHAÇOS DE ÉVORA




A segunda edição da Semana dos Palhaços, realizada pela companhia PIM TEATRO, na cidade de Évora, remonta aquele período medieval e renascentista, quando histriões do teatro cômico popular percorriam aldeias e cidades, atuando em praças, ruas e feiras, apoiados no jogo do improviso e nas brincadeiras, parodiando e ridicularizando os costumes, vícios e paixões humanas.

Mais uma vez a histórica cidade alentejana vem acolher uma pluralidade de artistas, ibero americanos, que possuem uma proximidade entre si: a paixão pela arte do palhaço.  Atuando sozinhos ou em grupo, estes artistas trazem na sua bagagem todo um arsenal técnico/artístico, herdado daqueles histriões da antiguidade, dos bufões, bobos da corte, da commédia dell’arte e saltimbancos.

 As ruas e praças da pequena Évora cederam lugar ao picadeiro, e a tradicional lona do circo é substituída pelos limites da muralha medieval que abraça a cidade. De longe se ouve o ecoar das gargalhadas e das palmas, os palhaços e palhaças invadiram a cidade: Madame Nez Rouge; Marimbondo; Enano; Apretacocretas; Oli & Mary; Calandria Y Milonguita; Ana Piu; Espaguete e Piparelli; Jorge Paxeco; Karmen Sampalo; Payasos Sin Fronteras; Irmãos Esferovite; Encerrado para Obras; Francis Lucas Makey; Eva Kurly; Rogério Fialho; Palhatiko; Palhaço Guilas.

Por felizes dias Évora é “sede da alegria”. A surpresa, o inusitado, o dinamismo, a brincadeira, o lúdico, a fantasia, a magia, o lirismo, a comicidade, a emoção, o prazer e o riso, são sinônimos de “palhaçaria”. Crianças, jovens e adultos se divertem com os belíssimos espetáculos, cuja teatralidade exerce no público um fascínio que lhe é próprio.

Movidos pelo prazer de estar em cena e pelo prazer de brincar, os palhaços trazem na sua mala um repertório bastante diversificado, recheado de gags e números circenses (malabarismo, mágica, acrobacia, pantomima, música e dança). Utilizam de todos os princípios e procedimentos de comicidade, contrapondo a malícia e a pureza, o trágico e o cômico, num jogo concomitante de perguntas e respostas, problematizando e relativizando ações e reações, jogando e interagindo com o público. As  performances dos palhaços propiciam uma relação estreita, intimista e afetuosa com os espectadores, portanto, fronteiriça, entre a realidade e a fantasia, a razão e a emoção, a seriedade e o risível, colocando a platéia num estado de divertimento puro. Como bem colocou o palhaço Espaguete, “uma sociedade sem palhaço é uma sociedade doente”.


 Klaas Kleber


Foto: Telmo Rocha

A programação da segunda edição da Semana dos Palhaços em Évora deu início com a apresentação do espetáculo itinerante Só Nata, do grupo  Madame Nez Rouge. Do interior dos prédios, escurecidos e silenciados pelas “pálbebras venezianas” de suas fachadas, se percebe o estrídulo do “martelar” das rodas de aço de um carrinho de compras (repleto de objetos e adereços cênicos), percorrendo a pista cinzenta e empedrada das calçadas centenárias da pequena cidade. As palhaças portuguesas, madames Muska e Diva Maria, parodiam e ridicularizam situações corriqueiras. O dinamismo performático do seu trabalho propicia uma conexão estreita, intimista e afetuosa com o público, recheada de emotividade e pelo prazer de brincar.



Foto: Telmo Rocha

Os caricatos palhaços Espaguete e Piparelli, no espetáculo Encontro, criam em praça pública toda a atmosfera mágica de um picadeiro circense. Numa montagem recheada de gags, os palhaços jogam com todos os procedimentos de comicidade, contrapondo a malícia e a pureza, o trágico e o cômico, segregando fios e tecendo uma emaranhada teia de perguntas e respostas, problematizando e relativizando suas ações e reações da público, sempre apoiados na interatividade, criando dessa forma uma relação fronteiriça, entre a realidade e a fantasia, a razão e a emoção, a seriedade e o risível, levando a platéia a um estado de divertimento puro. Como bem colocou o palhaço Espaguete, “uma sociedade sem palhaço é uma sociedade doente”.



Foto: Telmo Rocha

A versatilidade dos palhaços da companhia Apretacocretas, com o espetáculo Art-recycle Clown, trazem à cena uma volubilidade de pequenas esquetes, com uma comicidade levada aos extremos. Dois garis (varredores de rua), Francisco Quirós e Jonhy Deligth, deixam-se conduzir pela dinâmica interativa com os objetos encontrados num condutor de lixo. Os palhaços dançam, cantam e dialogam com os objetos e com o público, rompendo com todas as regras e convenções do fazer teatral. Os objetos, nas mãos dos palhaços, acabam por assumir outras características e significados, numa combinação de jogos bem sucedidos. No espetáculo são valorizados aspectos da marginalidade e do grotesco, ultrapassando o universo cômico. As risadas são infindáveis.



Foto: Telmo Rocha



Destacamos também o trabalho das argentinas Calandria e Milonguita, com o espetáculo Águas Vivas. Atraídos pela sonoridade envolvente de um tango argentino, a platéia é surpreendida pelo virtuosismo e pela graciosidade das atrizes, que trouxeram na sua bagagem uma série de números de pantomina, acrobacia, malabarismo, trapézio e dança. Práticas circenses que exercem no público um fascínio que lhe é próprio.


Klaas Kleber



CORTEJOS FESTIVOS